Capítulo 17
As garotas primeiro, se
apoiando no joelho dos rapazes e sendo praticamente içadas por eles, Raquel e
Thaís finalmente passaram pelo pequeno basculante, e esperaram seus amigos do
lado de fora. Parecia não haver ninguém vigiando a entrada da pensão; todos os
esforços pareciam estar concentrados em esmurrar e arrombar a porta do macabro
laboratório... pareciam estar conseguindo, as dobradiças davam sinais de
fraqueza e gemiam a cada novo golpe.
Enfim Davi ajudou Thales e
por último, precisando que as mãos do colega o puxassem, ele também conseguiu
saiu do lugar. Correram o mais rápido que puderam às suas lambretas e deram o
fora dali o quanto antes.
De volta a casa de Raquel,
todos estavam pasmos.
- Foi Deus, Ele colocou essa
pulga atrás da nossa orelha não foi atoa. Um ritual de sangue, de sangue,
Raquel...contra sua vida! Disse Thaís
Thales acrescentou:
- E sair dali também foi
coisa de Deus, como é que eles não se preocuparam em guardar a saída? E como
também não viram nossas lambretas paradas mais ao final?
-//-
Tabor e seus anjos tiveram
trabalho para que isso acontecesse. O local, que estava sempre era infestado de
demônios, naquele momento estava vazio, exatamente porque os anjos armaram um
ataque à base inimiga para dispersá-los e atraí-los para longe da verdadeira
ação.
Gábrio e mais dois anjos
foram os únicos a permanecer com o grupo dos garotos, equanto Tabor liderava a
batalha, que foi ferrenha. Muitos inimigos foram despedaçados, mas alguns anjos
celestiais sofreram ferimentos sérios e naquele momento recebiam cuidado dos
outros anjos.
Na verdade, a cada de Raquel
agora era seu segundo quartel general, depois da casa do Valente Davi. Os
últimos fatos possibilitaram que aquele lugar se tornasse limpo e santo e
proteção ainda maior e mais forte do Senhor fora enviada para aquele lugar.
Quando os santos buscam a vontade de Deus para suas vidas, Ele mesmo dá ordem
para que anjos os cerquem.
A conversa dos anjos era tão
firme e obstinada quanto à do grupo dos humanos
- Capitão o jogo está
avançando com muita rapidez agora. Eles já sabem o que está por trás dos
últimos acontecimentos inusitados de suas vidas e precisarão de ajuda.
- Sim meu caro Gábrio,
respondeu o capitão, e é agora que vamos ver se os santos de Deus, os líderes e
freqüentadores das igrejas, irão demonstrar verdadeiro cristianismo e cingir-se
de verdadeira autoridade para batalha Espiritual.
- Sim Senhor, estamos num
ponto em que se uma coisa der errado, tudo irá por água abaixo.
-//-
- Bom meus amigos. O que
sabemos é que agora não podemos mais ficar parados. O que faremos? Alguma
idéia? Disse Davi.
- Eu tenho! - Acrescentou
Raquel. Temos a Igreja de Cloeville; minha mãe freqüenta, tem alguns amigos lá.
Vamos avisar o pastor e a congregação, posso falar com meus pais para conversar
e agendar uma reunião. Precisaremos ir todos juntos e falar tudo o que vimos.
- É... essa batalha está
longe de ser apenas algo natural, ela é ESPIRITUAL antes de qualquer coisa. –
Thales completou.
E foi assim que as coisas
começaram a se desenvolver. A cidade de Cloeville sempre esteve nos planos dos
ocultistas. Ela ocupa um ponto estratégico entre duas grandes cidades do país e
serviria muito bem de rota de “comércio” de todo tipo de lixo natural e
espiritual.
Mas agora havia algo pelo
que eles não esperavam. Um grupo de jovens despertados pelo Espírito do Senhor
estava prestes a despertar todos os cristãos adormecidos da cidade. Seriam eles
capazes de fazê-lo? Estariam as pessoas prontas para vestir a camisa e armar-se
para uma guerra?


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