terça-feira, 18 de outubro de 2011

A Escolha (17) O tabuleiro preparado


Capítulo 17

As garotas primeiro, se apoiando no joelho dos rapazes e sendo praticamente içadas por eles, Raquel e Thaís finalmente passaram pelo pequeno basculante, e esperaram seus amigos do lado de fora. Parecia não haver ninguém vigiando a entrada da pensão; todos os esforços pareciam estar concentrados em esmurrar e arrombar a porta do macabro laboratório... pareciam estar conseguindo, as dobradiças davam sinais de fraqueza e gemiam a cada novo golpe.

Enfim Davi ajudou Thales e por último, precisando que as mãos do colega o puxassem, ele também conseguiu saiu do lugar. Correram o mais rápido que puderam às suas lambretas e deram o fora dali o quanto antes.

De volta a casa de Raquel, todos estavam pasmos.

- Foi Deus, Ele colocou essa pulga atrás da nossa orelha não foi atoa. Um ritual de sangue, de sangue, Raquel...contra sua vida! Disse Thaís

Thales acrescentou:

- E sair dali também foi coisa de Deus, como é que eles não se preocuparam em guardar a saída? E como também não viram nossas lambretas paradas mais ao final?

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Tabor e seus anjos tiveram trabalho para que isso acontecesse. O local, que estava sempre era infestado de demônios, naquele momento estava vazio, exatamente porque os anjos armaram um ataque à base inimiga para dispersá-los e atraí-los para longe da verdadeira ação.



Gábrio e mais dois anjos foram os únicos a permanecer com o grupo dos garotos, equanto Tabor liderava a batalha, que foi ferrenha. Muitos inimigos foram despedaçados, mas alguns anjos celestiais sofreram ferimentos sérios e naquele momento recebiam cuidado dos outros anjos.

Na verdade, a cada de Raquel agora era seu segundo quartel general, depois da casa do Valente Davi. Os últimos fatos possibilitaram que aquele lugar se tornasse limpo e santo e proteção ainda maior e mais forte do Senhor fora enviada para aquele lugar. Quando os santos buscam a vontade de Deus para suas vidas, Ele mesmo dá ordem para que anjos os cerquem.

A conversa dos anjos era tão firme e obstinada quanto à do grupo dos humanos

- Capitão o jogo está avançando com muita rapidez agora. Eles já sabem o que está por trás dos últimos acontecimentos inusitados de suas vidas e precisarão de ajuda.

- Sim meu caro Gábrio, respondeu o capitão, e é agora que vamos ver se os santos de Deus, os líderes e freqüentadores das igrejas, irão demonstrar verdadeiro cristianismo e cingir-se de verdadeira autoridade para batalha Espiritual.

- Sim Senhor, estamos num ponto em que se uma coisa der errado, tudo irá por água abaixo.

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- Bom meus amigos. O que sabemos é que agora não podemos mais ficar parados. O que faremos? Alguma idéia? Disse Davi.

- Eu tenho! - Acrescentou Raquel. Temos a Igreja de Cloeville; minha mãe freqüenta, tem alguns amigos lá. Vamos avisar o pastor e a congregação, posso falar com meus pais para conversar e agendar uma reunião. Precisaremos ir todos juntos e falar tudo o que vimos.

- É... essa batalha está longe de ser apenas algo natural, ela é ESPIRITUAL antes de qualquer coisa. – Thales completou.



E foi assim que as coisas começaram a se desenvolver. A cidade de Cloeville sempre esteve nos planos dos ocultistas. Ela ocupa um ponto estratégico entre duas grandes cidades do país e serviria muito bem de rota de “comércio” de todo tipo de lixo natural e espiritual.

Mas agora havia algo pelo que eles não esperavam. Um grupo de jovens despertados pelo Espírito do Senhor estava prestes a despertar todos os cristãos adormecidos da cidade. Seriam eles capazes de fazê-lo? Estariam as pessoas prontas para vestir a camisa e armar-se para uma guerra?





Escrito por:  Marco Túlio Machado



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