segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O sapo, a água quente e Cate Blanchett


Outro dia assisti um filme em que uma professora se envolve sexualmente com um aluno adolescente, de 15 anos. Essa atriz principal, Cate Blanchett, é uma das minhas atrizes favoritas no cinema.  Vê-la fazer algo assim foi bem estranho.

Ela é uma professora novata em uma escola pública do Reino Unido e assim que chega enfrenta muitas dificuldades, não é respeitada e um aluno em particular começa a demonstrar um carinho e proteção peculiares para ela. Apesar de bem casada ela não parece feliz com sua vida e chuta o balde, se envolvendo com o aluno várias vezes (inclusive dentro da escola). Quer saber o final? Pesquise e assista... =P

Na verdade se a gente olhar pra nossa própria vida, nenhum de nós é diferente. A gente vai deixando um tanto de coisa entrar, dando as desculpas "não tenho alegrias na vida" e "tenho que aproveitar pelo menos essa", "a vida é pra se curtir. Quando vemos elas já nos dominaram e não conseguimos largá-las, mesmo sabendo que nos fazem mal.

Quando eu era criança me contaram uma história sobre ‘qual a maneira certa de se matar um sapo’. Tem gente que come carne de rã e cozinhá-la viva parece dar mais sabor, ou deixar ela mais macia, sei lá.




Se o cozinheiro ferve a água e joga a rã lá dentro, é claro que ela vai pular e resistir, então ele a coloca dentro de uma panela com a água bem morninha, gostosa e vai esquentando em fogo baixo. A rã vai se acostumando com a temperatura cada vez mais alta, (me diziam que ela ficava pensando “ah, só mais um pouquinho”) e rapidamente ela vira comida, morre.

Brincar com o errado é a pior idéia que alguém pode ter. Uma grande queda na vida de uma pessoa se inicia em coisas pequenas e sutis. Deus pode nos ajudar, mas a verdade é que inventamos milhões de desculpas para adiar esse processo de mudança ... até quando? 

 Aos poucos a gente vai vendendo nossa alma por tantas coisas, e quando descobrimos o caminho de desespero e morte à volta, já estamos encurralados. A verdade é: Essas sedes carnais nunca vão nos dar uma trégua ou brexa, que nos permitirá esfriar a cabeça e pularmos fora com tranquilidade.

Dê, na raça, o primeiro passo, mesmo sem sentir nada a nosso favor; a primeira braçada contra a correnteza (largar uma amizde? Ler bem mais a Bíblia?), por mais que doa. Ao fazer isso Deus nos toma pela mão e vai nos fortalecendo dia a dia, até que vençamos completamente. 


Só mais um pouquinho? A água não ficará morna pra sempre...




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